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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Verão 2012 - Por Terras de Portugal - Dias 5 e 6


Dia 5 – 1 de Julho (Domingo)
Aveiro – Porto



Poderá pensar-se: "Mas afinal vão sempre pelos mesmos sítios?" Não será bem assim, mas gostamos de revisitar os locais onde nos sentimos bem e onde somos bem aceites, como é o caso de Aveiro. Além disso, não podemos esquecer-nos dos deliciosos ovos moles, que embora pululem por tudo quanto é supermercado, aqui em Aveiro têm um sabor especial, pelo menos para mim. E, assim, adquirimos uma caixita desses doces para a viagem.
O tempo esta de sol, mas não faltava um vento desagradável.


Conforme se impunha fizemos um passeio de cerca de duas horas a Aveiro, onde não pôde faltar um cafezinho numa esplanada.



De volta à autozita, pela zona do Rossio e atravessando a Ponte, almoçámos e, de seguida, partimos de Aveiro pelas 15h50mn. Por impossibilidade de tempo para cumprir um compromisso no Porto, não procedemos à manutenção da autozita na AS dos Galritos, em Aveiro. Pelo mesmo motivo fizemos a viagem em autoestrada, o que evito sempre que posso (Portagens A25 e A1 - €6,80).
Chegámos ao Porto cerca de duas horas depois, a tempo do encontro marcado.
Pelas 23h recolhemos ao nosso poiso habitual aquando da estada no Porto e aí passámos uma noite tranquila. 

Total da viagem - 714 Kms (Dia 86)



Dia 6 – 2 de Julho (2ª - Feira)
Porto

Partimos cerca das 11 horas rumo à JSM, em Vilar do Pinheiro, pelas N14 e depois N13, com esperança de poder ver arranjadas algumas pequenas avarias na autozita, nomeadamente a substituição do compasso de uma janela. Mas tal não foi possível e fizemos uma marcação para o dia seguinte. Mesmo assim, não foi mau...
Depois o que fazer? Somos tão previsíveis... Decidimos ir para os lados da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, o que sem ida ao Modelo não é visita que se preze. E lá fomos nós fazer umas compritas.

Póvoa de Varzim




De seguida fomos passear (de autozita) por A-Ver-O-Mar, marginal de Póvoa do Varzim e Vila do Conde, onde estacionámos para almoçar,  frente ao rio Ave. É um local sossegado onde temos sempre a certeza de encontrar outros companheiros autocaravanistas.



Viagem de regresso ao Porto pelas 16h15mn, tendo prosseguido para Avintes para passar a noite no Parque Biológico de Gaia, uma vez que não tínhamos feito a limpeza na véspera, em Aveiro.Trata-se de um local aprazível, uma área com as condições adequadas e onde é sempre um prazer voltar.
Chegada ao Parque pelas 20h, jantar e deitar. Boa noite!

Total da viagem - 816 Kms (Dia 102)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Verão 2012-Por terras de Portugal-Dia 4


Dia 4 – 30 de Junho (Sábado)
Batalha – Figueira da Foz – Aveiro

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Desta vez a chegada e a partida da Batalha foram diferentes de passagens anteriores, uma vez que o espaço dedicado às autocaravanas estava praticamente deserto. Estranhámos, seria da crise, por ainda estarmos em Junho ou por outro motivo qualquer?! É que nem portugueses nem estrangeiros por ali permaneceram.
Levantámo-nos tarde para o habitual, pelas 10h15mn, até os canitos apreciaram o descanso, ou será que se limitaram a deixar-nos apreciá-lo? É uma questão com que teremos de viver.
Feita a limpeza da autozita na estupenda AS, gratuita, rumámos à Figueira da Foz, pela N109 e IC1.
Pelo caminho, em Carriço, atestámos como habitualmente numa bomba do supermercado Intermarché, com gasóleo a preço mais económico (€1,299/L). Desta vez não era necessário, pelo que não fomos às compras.


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Figueira da Foz - Chegada
De imediato dirigimo-nos para o Parque de Estacionamento das Gaivotas, onde chegámos pelas 13h30mn, mesmo a tempo de almoçar. Demos o habitual passeio pelo parque e visitámos o Mercado, entretanto ali colocado em pavilhão provisório, segundo nos foi dito, até à finalização das obras do Mercado Municipal. Comprámos fruta e um íman da Figueira, que ainda não tínhamos.

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Mercado Municipal (provisório)

De seguida demos um passeio e estivemos na pastelaria existente ali em frente, já nossa conhecida e onde adquirimos pão e bolos e bebemos um café.

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Torre do Relógio


No Mercado disseram-nos que este sinal que aqui mostro, Parque gratuito, iria deixar de o ser e que a partir  do dia seguinte, 1 de Julho passaria a ser um parque dividido com uma parte para autocaravanas e outra para outros automóveis ligeiros (as autos também são), e que passaria a dispor de parquímetros em todo o espaço. Como ainda não voltei lá, não sei se se concretizou.

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Pela 17h 30mn metemo-nos na IC1, em direcção a Aveiro, onde chegámos pelas 19h. Viagem sem dados de relevo, rotina habitual a usufruir do passeio de autocaravana, que tanto nos preenche. Estacionámos no Canal de São Roque, onde estranhámos também não permanecer o número habitual de autocaravanas.
Fim do dia descansado, uma voltita nas imediações com os canitos, jantar e dormir, sem sobressaltos.


Total da viagem - 628 Kms (Dia 134)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Verão 2012–Por terras de Portugal-Dia 3

Dia 3 – 29 de Junho (6ª-Feira)
Peniche – Batalha

De saída de Peniche pelas 11H15mn, o tempo estava encoberto e decidimos seguir. Já estivemos diversas vezes em Peniche, terra que nos agrada bastante, mas que já visitámos um bom par de vezes.
Passámos pelo Monumento com a estátua de Nossa Senhora da Boa Viagem, santa padroeira dos pescadores, que curiosamente se situa na praia.
Optámos por deitar um olho ao Baleal e à sua praia e observar o mar, que é algo de que tanto gosto. Lá estavam umas autocaravanas estacionadas junto à praia, mas àquela hora o parque já estava cheio.

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Pela Avenida do Mar continuámos até Ferrel, seguimos pela N114 pela Serra d’El – Rei e entrámos no IP6.
Seguindo pela N8  vimos o Castelo de Óbidos ao fundo (é como quem diz, porque ele está num alto), continuámos pela N242 até São Martinho do Porto, nosso destino para almoço.

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Óbidos - Castelo

Estacionada a autozita na Avenida Marginal, junto a uma entrada para a praia, fizemos um pequeno passeio de reconhecimento e disfrutámos da esplêndida vista da Baía de São Martinho enquanto degustámos o almoço ali preparado. Esta possibilidade que a autocaravana nos dá de parar e poder ficar onde nos sentimos bem é uma das razões pelas quais me sinto uma privilegiada por poder usufruir da natureza desta forma. O mar e a sua contemplação resulta, para mim, numa paz indescritível.

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São Martinho do Porto - Avenida Marginal


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A minha casa com vista para o mar

Várias autocaravanas encontravam-se ali quando chegámos, umas foram partindo, outras foram chegando. É um local muito simpático, onde já pernoitámos por mais de uma vez, mas hoje não.

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Um passeio que deve ser agradável, mas hoje não tínhamos tempo. Partimos pelas 16 horas, depois de um descanso e um passeio na avenida com os canitos, como é de esperar.

Ao contrário do que acontecera pela manhã à saída de Peniche, aqui o tempo estava bom, o céu claro e a viagem fez-se bem. Pela N242 passámos em Alfeizerão, mas desta vez não parámos para comprar o delicioso pão de ló. Percorremos calmamente a N8 em direção à Batalha, nosso destino para esta noite. Atravessámos a vila de Aljubarrota que exibe, numa rotunda, a estátua de Nuno Álvares Pereira .

Aljubarrota - Rotunda com estátua de
D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável
(14 de Agosto de 2004)

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Batalha - À chegadarrota

Chegámos à AS para AC da Batalha cerca das 17H30mn que surpreendentemente estava vazia, o que nunca antes nos aconteceu. Será devido à crise? Afinal estamos no fim de Junho, numa 6ª - feira! Mais tarde juntaram-se-nos uma autocaravana e uma autovivenda e passámos uma óptima noite, sem sobressaltos.

Total da viagem - 494 Kms (Dia 90)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Verão 2012–Por terras de Portugal-Dia 2


Dia 2 – 28 de Junho (5ª-Feira)

Montijo – Peniche

Aproveitámos para descansar e levantámo-nos um pouco mais tarde. Demos o habitual passeio com os canitos e tomámos o pequeno-almoço na autozita. O dia estava simpático e aceitámos o convite da família para almoçar.
Parámos para meter combustível no Leclerc no Montijo (€1,319/L) e lá partimos pelas 15H30mn, em direção à Ponte Vasco da Gama. É sempre um prazer contemplar as águas do Tejo à medida que rodamos nos seus 17,3 Kms e atravessamos o Parque Natural do Estuário do Tejo.
É pena é que na portagem, as autocaravanas sejam classificadas como pertencendo à classe 2, aumentando para mais do dobro o preço da taxa a pagar (em relação aos restantes automóveis ligeiros). Na nossa vizinha Espanha, as autocaravanas são classificadas como pertencendo à classe 1, no entanto, na França também pertencem à classe 2. Percorremos mais uma vez as estradas nacionais, evitando as ditas portagens.

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Rotunda dos Dinossauros, Lourinhã


Circulando pela N247 e, de seguida, pela A6, chegámos a Peniche, ao parque de estacionamento em frente ao quartel dos bombeiros, pelas 18H30mn. É um lugar já nosso conhecido e que usamos sempre que aqui passamos, uma vez que a outra parte do parque tem barras de altura. Não faz mal porque este local é bom e serve as necessidades dos autocaravanistas (só para estacionar). Tem lugar para bastantes autocaravanas e percebe-se que há pessoas que fazem deste local o preferido e habitual para os fins-de-semana.

Total da viagem - 404 Kms (Dia 136)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Verão 2012–Por terras de Portugal-Dia 1


Uma saída de Portugal já não nos acontecia há três anos, talvez por alguma indolência. Este ano resolvemos voltar a passear em França, um destino de que gostamos bastante e nos permitia ver como a autozita e nós próprios nos sentíamos lá fora.


Dia 1 – 27 de Junho (4ª-Feira)

Faro – Montijo

O ano escolar estava concluído e a vontade de pegar na autozita era mais que muita. Já há vários dias que a autozita estava pronta e aproveitámos, como sempre, a véspera para fazer uns petiscos para a viagem. Gosto de levar mantimentos preparados para dois dias, pelo menos, para nos permitir fazer a viagem para o local de destino à vontade, sem preocupações de refeições.

O depósito estava cheio, na nova bomba do Auchan, inaugurada uns dias antes e que nos proporciona um gasóleo bem mais barato (€1,27) e até levou a que outras bombas baixassem os seus preços (quem ganha quando assim acontece, é o comprador).
Foi preciso colocar as coisas de última hora, dar uma olhada à casa, porque sei como saímos mas não sei como regressamos, meter pessoas e canitos na autozita, desligar da eletricidade, abrir o portão, sair e …
Casa fechada, autozita pronta, foi só pegar e andar, o que já ansiava há muito tempo. Quando entro e me sento ao volante esqueço a pressa.
Saímos de casa no dia 27 de Junho, pelas 11h 20mn. Ignorámos o IP1 (A22) e apanhámos a N125. É tudo uma questão de hábito, pelo que nas deslocações em passeio, nomeadamente as que fazemos em autocaravana, recuso-me a pagar portagens nas ex-SCUTs ou autoestradas, a não ser que seja estritamente necessário.
“Eu sou do tempo” em que quando me deslocava para ou do Algarve, não havia autoestrada e também se fazia, também se chegava. Faz tudo parte do passeio.
Pelo IC1, que é uma estrada boa, rumámos ao Montijo, nosso local de pernoita. Foram cerca de quatro horas de uma viagem agradável, com paragem apenas para um pequeno lanche almoçarado, já que a nossa viagem terminou cerca das 15H 30mn.
Habituei-me a entrar na N5, em Águas de Moura. Poupam-se uns quilómetros e o caminho é razoável. Para mim, tem um senão: é obrigatório atravessar uma linha dos caminhos de ferro, que eu evito sempre que posso.
E assim se passou o primeiro dia de viagem. Calmo e tranquilo, como eu gosto que seja na autocaravana.


Total do dia e da viagem – 268 Kms

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Verão 2012-A logística da saída

 

As férias de 2012 compreenderam duas etapas distintas: uma primeira, no norte do país, zona do Porto, para os habituais tratamentos dentários e pequenas reparações na autozita e uma segunda, por terras de França. Uma saída de Portugal já não nos acontecia há três anos, talvez por alguma indolência.

Estas viagens envolvem sempre uma cuidadosa preparação, uma vez que a nossa intenção é divertirmo-nos, aproveitarmos ao máximo o passeio na autozita, conhecermos novos locais e pessoas, assim como formas de viver diferentes da nossa. Pretendemos então que tudo corra bem, não querendo passar tempo em oficinas, hospitais, veterinários, etc.

A nossa atenção centra-se em aspectos relacionados com os diversos intervenientes na operação:

  • A autozita

Durante o ano fazemos algumas saídas, mas para ir para fora há que fazer uma revisão mais alargada, no sentido de tentar evitar problemas durante a viagem, problemas esses que se revelam de mais difícil resolução no exterior, conforme já nos aconteceu mais de uma vez.

É certo que nunca ficaram por solucionar, mas representam sempre perrda de tempo e algum stress que preferimos evitar.

A minha experiência mostra que sempre se conseguiram resolver todas as situações, graças à amabilidade com que fomos atendidos onde foi necessário. Não guardo recordações más, se exceptuar uma vez na Alemanha e todas as que se referem a assaltos ou tentativas de assalto à autocaravana, sobretudo durante a travessia de Espanha. Por esse motivo tentamos fazer a travessia Portugal-França num só dia. Quando facilitamos, acontece sempre qualquer coisa.

Mais uma vez aconteceu nesta viagem, o que relatarei na altura própria.

Assim, antes de partir levámos a autozita ao representante da Fiat e, apesar de ela já não ir para nova, saíu da oficina impecável e aguentou a viagem sem qualquer problema.

  • Os documentos pessoais

A preparação dos documentos da viagem é deveras importante. Não podemos dar-nos conta, quando já estivermos em viagem, que nos esquecemos do nosso bilhete de identidade ou passaporte, do documento do seguro do carro (carta verde) ou de qualquer outro.

As crianças, mesmo se muito pequenas, também têm de ter documento de identificação, sob pena de não ser autorizada a sua passagem em zonas de fronteira.

Costumo fazer uma lista de todos os documentos e era prática habitual fotocopiá-los, incluindo carta de condução, cartões de débito e de crédito. Atualmente digitalizo-os para uma pen, forma mais fácil de transportar. Se forem roubados, é mais fácil ter acesso a tudo num instante, a não ser que roubem também a pen, o que seria mesmo azar.

  • A estrutura da viagem

Quando há muitos anos iniciei as minhas viagens, fazia um estudo aturado da viagem, cidades e locais a visitar, sítios de pernoita, quilómetros, custos, etc. Há já muito tempo que deixei de o fazer porque era trabalho em vão, nunca cumpria o que programava. Dá-me mais gosto  ter uma ideia dos locais para onde gostaria de ir, ler qualquer coisa sobre os sítios e partir à aventura. No local decide-se, se gostarmos podemos ficar mais, caso contrário, vamos logo embora.

Faço sempre uma programação básica, mas não rígida.

Claro que estamos a falar de viagens e passeios na Europa, não aqueles que alguns companheiros fazem a sítios longínquos e perigosos, para os quais é necessária uma programação rigorosa.

  • As pessoas

É preciso tratar do Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD), que veio substituir o anterior E111, o passaporte azul. Ao longo dos anos sempre levei connosco o dito, que nunca foi necessário. Pois não, mas há sempre uma primeira vez e este ano serviu mesmo e justificou todos os anos que dele tratei.

É claro que, face às idades dos meus companheiros de viagem, é de regra verificar junto das entidades adequadas, os médicos, se tudo está bem e é possível fazer a viagem.

Para uma saída que durou cerca de dois meses foi preciso calcular as quantidades dos diversos medicamentos necessários para toda a viagem porque não é permitido haver falhas nesta matéria. Depois foi preciso adquiri-los e certificar-me de que não havia qualquer falha neste campo, por forma a garantir uma viagem em segurança e tranquilidade. Não podia colocar a hipótese de dar pela falta de um medicamento e tentar adquiri-lo no estrangeiro, para mim seria uma dor de cabeça que prefiro prevenir, o que felizmente aconteceu e, nesse campo tudo correu bem.

Até os medicamentos que uma das canitas toma para o coração foi adequadamente calculado e adquirido. Também levamos medicação SOS para eles, que já tem sido necessária.

Na autozita há um armário para guardar todos os medicamentos de reserva, cujo stock é rigorosamente controlado.

  • Os canitos

Também eles são uma parte importante da equipagem da autozita e há que garantir o seu bem-estar em viagem, dessa feita prolongada e limitada a um espaço restrito.

Faz parte da preparação da viagem a visita ao médico, neste caso veterinário, que avalia a sua condição física, lhes ministra as vacinas anuais e preenche o Passaporte da União Europeia. Para quê? Talvez nunca seja preciso. Se calhar não, mas a nós até já nos fez falta uma vez, não nesta viagem, já há muitos anos. Por isso, levamos sempre.

Passaporte animal s`nº

  • As roupas pessoais, de casa  e os víveres

Uma das razões pelas quais gosto de viajar em autocaravana é porque posso levar “tudo” aquilo que me faz falta (tendo em conta o peso final da auto), arrumado nos sítios. Não são precisas malas que se transportam de um lado para o outro, que por vezes mal se conseguem fechar pelo volume de itens que contêm, enfim uma maçada. Mas dadas as circunstâncias, no nosso caso temos de prever roupas para o calor (é verão), mas como noutros países faz frio ou chove, precisamos de ter roupa e sapatos adequados. No final é uma trabalheira para organizar tudo, mas consegue-se.

A roupa de uso na auto, como sejam a roupa de cama e as toalhas prefiro levar na quantidade certa para toda a viagem, porque não gosto muito de lavar no caminho, a não ser peças pequenas, normalmente de uso pessoal. Caso contrário, para mim torna-se uma canseira, o que eu não quero.

Quanto à alimentação, em viagens anteriores levávamos muita comida, agora já não o fazemos. Gostamos de ter comida pronta para os primeiros dias de viagem, o congelador e o frigorífico vão cheios (são de pequena capacidade) e apenas algumas coisas que não queremos comprar lá fora, como sejam o bacalhau, o azeite, o vinho e o café e pouco mais.

Para nós faz parte da viagem e é sempre um prazer visitar supermercados e outras lojas nos países a que nos deslocamos, o que nos dá a oportunidade de conhecer formas de apresentação diferentes das que vemos cá, outras delícias, o mesmo é dizer conhecer um pouco mais como se vive nesse país.

Antes de sair para uma viagem fora de Portugal adquirimos três novas garrafas de gás para não ter falta durante a viagem.

  • A casa

Para nós e, para mim em particular, é uma enorme satisfação viajar na autozita.

Li uma vez no blogue de uma companheira autocaravanista que para ela,  tão somente  estacionar numa qualquer praça mesmo se perto de casa e ali passar o fim de semana, tinha um gosto especial.

É uma sensação de liberdade, de bem-estar, que só quem aprecia desta mesma forma, pode compreender.

Do mesmo modo que se parte com enorme satisfação, queremos regressar e renovar esse mesmo contentamento.

Eu costumo fazer uma lista de coisas a fazer em casa para que nada falte, por exemplo, fechar o gás na fonte, as portas e janelas, garantir que a rega está bem ligada e que quando chegamos as plantas nos aguardam vivas, etc, etc.

E agora é só partir e desfrutar, se tivermos a sorte de tudo correr bem.